Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
13/03/18 às 15h40 - Atualizado em 13/03/18 às 16h40

Sobre a Cidade

Uma série de atrações aguarda turistas e brasilienses para descobrirem o que a capital do país tem de melhor. A concepção da cidade, sítio moderno considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, convida a um passeio surpreendente.

 

Prédios homogêneos, ruas largas e arborizadas, parques e setores pensados no bem-estar da população e do visitante levam a assinatura dos mestres do urbanismo Lucio Costa e da arquitetura Oscar Niemeyer.

 

Roteiro Cultural

Os monumentos de Brasília são únicos e dispostos de maneira a formar um museu a céu aberto. No interior dos prédios, obras de artistas renomados podem ser visitadas, em horários específicos, sem nenhum custo.

 

No Palácio do Itamaraty, Sérgio Camargo, Rubem Valentim, Alfredo Volpi e Bruno Giorgi assinam telas e esculturas famosas. A poucos metros, no Palácio do Planalto (sede da Presidência da República), algumas peças foram criadas exclusivamente para o local, como a tapeçaria Músicos, de Di Cavalcanti, que recebeu a incumbência do arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto do prédio. O Planalto possui, também, um rico mobiliário, porcelanas da Companhia das Índias e prataria portuguesa do século XVIII.

 

Assim como o Executivo, as sedes do Legislativo e do Judiciário também abrem as portas para o cidadão. No Congresso Nacional, há o projeto Visite o Senado. A versão do Supremo Tribunal Federal se chama Portas Abertas do STF e recebe cerca de 400 visitantes por dia. A oportunidade é para conhecer de perto como funcionam os prédios onde são tomadas as mais importantes decisões do país. Do lado de fora, a Praça dos Três Poderes proporciona uma visão privilegiada das instalações da República.

 

Acima da Esplanada dos Ministérios, a Catedral Metropolitana de Brasília, a Torre de TV, o Memorial JK e o Complexo Cultural da República completam a arquitetura histórica e cultural da região central de Brasília.

 

Embaixador de Brasília

Oscar Niemeyer projetou, ao longo de seus 104 anos, inúmeras obras em 18 países. Cerca de 80 edificações no Distrito Federal trazem sua assinatura – a primeira delas antes mesmo da inauguração de Brasília: o Catetinho, erguido em apenas 10 dias, em 1955. A mais recente foi a Torre de TV Digital, entregue ao público no dia 21 de abril, na comemoração dos 52 anos de fundação da cidade.

 

Entre as obras da capital destacam-se os palácios da Alvorada, do Planalto, do Itamaraty e da Justiça; os edifícios-sede do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e tribunais superiores Eleitoral e do Trabalho. O arquiteto projetou a Catedral e os prédios do Conjunto Cultural da República, da Esplanada dos Ministérios, do Ministério Público da União, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto de Arquitetos do Brasil.

 

Além das sedes dos três Poderes federais, são de sua autoria os projetos arquitetônicos do Teatro Nacional de Brasília, do Cine Brasília e da Casa do Cantador. O arquiteto ainda assina o Panteão da Liberdade e da Democracia, o Centro Cultural de Taguatinga, a Ponte Costa e Silva, alguns prédios da Universidade de Brasília, o Memorial JK e o Aeroporto Internacional de Brasília.

 

Brasília em números

Inauguração: 21 de abril de 1960

Gentílico: Brasiliense

População [2010]: 2.570.160 – 53,72% nascida no DF.Entre os migrantes, 51,4% são da região nordeste do país

Área da unidade territorial [2016]: 5.779,997 km²

Área: 5.780 km² – 96,6% urbana e 3,4% rural

Densidade demográfica: 354,3 hab/km²

Bioma: Cerrado

Altitude: 1.172 m

Clima: Tropical, continental de altitude, com duas estações bem marcadas: uma chuvosa (de novembro a março); e outra sem chuvas – nesta, a umidade relativa do ar costuma ser muito baixa.

Temperatura média: 18°C a 25°C.

Umidade média relativa do ar: 40 a 70%

Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015]: 5,7 salários mínimos

Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até ½ salário mínimo [2010]: 30,9 %

Renda per capita (média mensal): R$ 2.654,00 (IBGE/PNAD 2012)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,792 (segundo melhor índice do país)

Produto Interno Bruto (PIB): R$ 99,9 bilhões

PIB per capita [2015] 73.971,05 R$

Cidade mais populosa: Ceilândia, com 398.374 habitantes

 

Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade

O traçado original e as belas construções idealizadas pela dupla formada pelo urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer fizeram da nova capital da República o primeiro bem moderno inscrito pela UNESCO na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade, em dezembro de 1987.

 

Inaugurada em 1960, Brasília é uma verdadeira obra de arte modernista a céu aberto. A cidade, especificamente o Plano Piloto, é um exemplo da aplicação do urbanismo moderno. O traçado original e a organização em quatro escalas – monumental, residencial, gregária e bucólica -, por si só, fazem de Brasília uma cidade única, conferindo-lhe relevância na milenar história do urbanismo. Somam-se a isso as obras de artistas como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Athos Bulcão e Burle Marx, entre outros, que igualmente contribuíram para a beleza da capital.

 

O Plano Piloto – O traçado da nova capital da República foi escolhido por meio de concurso público, lançado pelo presidente Juscelino Kubitschek em 1957 e que teve como vencedor Lúcio Costa.

 

Segundo o urbanista, o desenho do Plano Piloto é inspirado em um gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da Cruz.

 

Os eixos são “abraçados” pelo lago artificial do Paranoá, criado com intenções de correção climática, uma vez que o clima na região é bastante seco e carente de chuvas durante vários meses do ano.

 

No Eixo Monumental localizam-se as principais construções da cidade, idealizadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, como a Praça dos Três Poderes, a Esplanada dos Ministérios, a Catedral Metropolitana e a sede do Governo do Distrito Federal.

 

Transversalmente, no Eixo Rodoviário, estão situadas as Asas Sul e Norte, com superquadras residenciais entremeadas por áreas comerciais. No cruzamento dos Eixos Monumental e Rodoviário, localiza-se a Plataforma Rodoviária, popularmente conhecida como Rodoviária do Plano Piloto.

 

Em Brasília, as construções estão distribuídas por setor de atividade. Assim, há os setores de Diversões, Hoteleiro, Comercial, Bancário, de Autarquias, entre outros.

 

Principais Monumentos – As principais construções de Brasília estão localizadas no Eixo Monumental. Partindo da Plataforma Rodoviária e percorrendo esse Eixo na direção leste, avista-se a Catedral Metropolitana, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Itamaraty. Por fim, chega-se à Praça dos Três Poderes, onde estão as sedes dos governos Executivo (Palácio do Planalto), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal).

 

Da Praça dos Três Poderes partem pistas que levam até a residência presidencial, o Palácio da Alvorada, às margens do Lago Paranoá. As colunas desse edifício se tornaram o símbolo da cidade.

 

Próximo à Plataforma da Rodoviária, do lado norte, está o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o maior e mais importante de Brasília. Projetado por Oscar Niemeyer, também conta com trabalho do artista plástico Athos Bulcão, que desenhou os blocos em relevo que cobrem a suas fachadas laterais. Do lado sul, fica o Complexo Cultural da República, com um museu e uma biblioteca, ambos projetados por Oscar Niemeyer.

 

Seguindo a oeste pelo Eixo Monumental, desde a Plataforma Rodoviária, chega-se à Torre de Televisão e, um pouco mais adiante, à sede do Governo do Distrito Federal, na Praça do Buriti. Veja a lista completa

 

Reconhecimento – O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) a monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. Com isso, a UNESCO busca não apenas catalogar, mas ajudar na identificação, na proteção e na preservação de bens culturais considerados especialmente valiosos para a humanidade.

 

História

 

Brasília: a construção de um sonho

“Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Juscelino Kubitschek, em 2 de outubro de 1956.

 

A capital de todos os brasileiros é obra de sonhos obstinados e muitos desafios. No dia em que foi inaugurada, 21 de abril de 1960, Brasília já era resultado concreto do trabalho intenso e das esperanças de milhares de brasileiros de todas as partes do país, que ajudaram a erguer e a habitar a nova capital, construída em pleno cerrado, em meio à vastidão do Planalto Central.

 

Construída em apenas três anos e meio, Brasília sintetizou, no esforço feito para que se tornasse uma realidade, um desejo existente desde o século 18, quando foi gestada a ideia de erguer na região central do Brasil uma cidade com todos os atributos da capital do então Império.

 

No fim do século 19, logo que promulgada a República Federativa do Brasil, em 1889, foi instituída a missão chefiada pelo astrônomo Luiz Cruls. Após sete meses de trabalho na região, a chamada Missão Cruls possibilitou a edição do primeiro mapa do Brasil, indicando a posição da área demarcada para o futuro Distrito Federal com o nome de “Quadrilátero Cruls”.

 

Quando o presidente Juscelino Kubitschek toma posse em 1956, uma das principais bandeiras de sua gestão foi o desenvolvimento econômico do Brasil, com a instalação de indústrias na região Sudeste do país e a interiorização provocada pela transferência da capital do Rio de Janeiro para o estado de Goiás, onde foi criado o novo Distrito Federal.

 

Os responsáveis por tornar a cidade mundialmente conhecida foram o arquiteto Oscar Niemeyer e o urbanista Lucio Costa, que traçaram a forma da nova capital e de seus principais prédios e monumentos. Ao lado deles, uma verdadeira seleção de artistas, arte-educadores e intelectuais contribuiu para tornar Brasília um local simples e sofisticado ao mesmo tempo, e com alto nível de qualidade de vida.

 

O Plano Piloto da capital, assinado por Lucio Costa, foi dividido em setores específicos para cada tipo de uso: residencial, administrativo, comercial, industrial, recreativo, cultural, de embaixadas, entre outros. Para diminuir os problemas de circulação de automóveis, foram eliminados cruzamentos através da intersecção de avenidas em passagens de nível.

 

A arquitetura de Brasília foi confiada a Niemeyer, um dos mais originais e brilhantes discípulos da estética modernista do francês Le Corbusier. O arquiteto já havia trabalhado antes com o presidente Juscelino Kubitschek quando este foi prefeito de Belo Horizonte (Niemeyer projetou em BH a Igreja da Pampulha, outra de suas obras consagradas). Para Brasília, buscou a criação dos prédios e monumentos com formas claras, leves, simples e livres, sem considerar apenas seu aspecto funcional.

 

Outras tantas personalidades foram responsáveis pelo sucesso do empreendimento. Destacam-se a participação fundamental na construção de Brasília de pioneiros como Bernardo Sayão, Ernesto Silva e Israel Pinheiro, que foi o primeiro governador do Distrito Federal.

 

Nomes como os de Athos Bulcão, Burle Marx, Cláudio Santoro, Glenio Bianchetti, Hugo Rodas, Darcy Ribeiro, Nelson Pereira dos Santos, Ferreira Gullar, Wladimir Murtinho, Bruno Giorgi, Alfredo Volpi e Alfredo Ceschiatti também ajudaram a formar a identidade cultural e as principais instituições da nova capital.

 

A Capital hoje – Brasília partiu de um vazio demográfico na década de 1950 para, em cinco décadas, tornar-se a sexta maior cidade do país, chegando, hoje, a mais de 2,5 milhões de habitantes.

 

Com todas as funcionalidades de uma grande metrópole, a capital reúne as representações diplomáticas de mais de 120 países e é sede dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da Nação.

 

Sobre a epopeia de construir em tão pouco tempo e em condições tão adversas a nova capital, Lúcio Costa disse “…Na verdade, o sonho foi menor do que a realidade. A realidade foi maior, mais bela”.

 

Brasília é esta realidade que condiz com a grandeza do país, com a ousadia e coragem de todos que construíram e continuam a construir a capital do Brasil.