Governo do Distrito Federal
11/03/22 às 15h20 - Atualizado em 14/04/22 às 15h24

Turismo cívico e pedagógico para estudantes

 

Programa inédito no Brasil traz alunos de várias cidades brasileiras para conhecer as sedes do poder e assistir aulas de história nos monumentos da capital

 

Brasília mais uma vez saiu na frente e lançou para todo o país um programa inédito de turismo voltado para o público estudantil. O objetivo é plantar a sementinha do pertencimento em relação à capital da República e preparar o caminho para atração de visitantes futuros, seguindo o exemplo de Paris e Washington, as duas capitais mais visitadas do mundo, pelo viés educacional. “Isso forma uma consciência patriótica e estimula aquele aluno a voltar um dia e trazer seus filhos para a mesma experiência”, afirma a secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça. Ela conta que o programa surgiu a partir da ressignificação da Troca da Bandeira, na Praça dos Três Poderes, e oferece a estudantes de todo o país a oportunidade de receber aulas de História do Brasil nos monumentos e sedes do poder, em Brasília. Hoje, o programa de Turismo Cívico e Pedagógico já está em sete municípios de seis estados brasileiros.

 

 

 
“Alunos passam a ter um sentimento de pertencimento com a capital do país”

 

OLHO 


“Toda semana eu recebo prefeitos e secretários de Turismo de vários municípios que querem implementar o programa Turismo Cívico- Pedagógico em suas cidades”

 

O que é o Turismo Cívico Pedagógico?


É um programa que incentiva a vinda a Brasília, para conhecer a capital da República e elevar os conhecimentos sobre a história do Brasil, voltado para alunos das redes públicas de ensino de todo o país, inclusive do Distrito Federal. Nós formatamos um acordo de cooperação técnico-educacional no âmbito do Turismo Cívico e Pedagógico com as prefeituras para viabilizar a implementação dessa ação. Esse acordo é da maior importância, porque vai proporcionar o estímulo aos jovens estudantes a conhecer a sua capital por meio do Turismo Cívico Pedagógico. As duas cidades mais visitadas pela população de seus países, no mundo, são exatamente as capitais Washington, nos Estados Unidos e Paris, na França. Lá, o incentivo ao turismo cívico nas escolas é fundamental para criar uma geração com vontade de conhecer sua história, e isso passado de pai para filho. Ao mostrarmos nossa capital ao jovem estudante estamos prospectando um fluxo incomensurável de visitantes no futuro, pois a lembrança dessa visita, quando eles se tornarem adultos, irá percorrer sua memória afetiva e de seus descendentes. Essa abordagem é que vai garantir a manutenção elevada do nosso turismo interno. 

 

Como surgiu essa rota? 


Começamos a pensar nesse programa quando retomamos a Troca da Bandeira, na Praça dos Três Poderes. Esse evento é de suma importância para o Turismo Cívico, e ocorre no primeiro domingo de cada mês, atraindo cerca de 200 pessoas. Vimos ali a oportunidade de transformar a Troca da Bandeira em símbolo e aí ampliamos para o programa de Turismo Cívico-Pedagógico, levando estudantes da rede pública para participar do evento e aprender sobre a história de Brasília e do Brasil. Na última Troca da Bandeira antes da pandemia, havia 7 mil pessoas na Praça dos Três Poderes e uma série de atividades com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e Aeronáutica, sociedade civil, Sesc, Senac e Sebrae. O projeto foi instituído, levando os estudantes aos monumentos para exercitar in loco os ensinamentos históricos. 

 

Como está a repercussão fora de Brasília?

Este programa ultrapassou as fronteiras de Brasília e hoje está sem sete cidades de seis estados brasileiros: Fortaleza (CE), São Luís (MA), Recife (PE), Pirenópolis (GO), Claudio (MG), Vassouras e Casimiro de Abreu (RJ). Toda semana eu recebo prefeitos e secretários de Turismo de vários municípios que querem implementar esse programa em suas cidades. Na essência, o Turismo Cívico-Pedagógico promove a interação de alunos e professores com a visitação. Assim, ao virem a Brasília para ter essa aula de História do Brasil, esses alunos passam a ter um sentimento de pertencimento com a capital do país. Estamos trabalhando duas vertentes com essa iniciativa, a do patriotismo e a formação de público visitante para o futuro. 

 

Como é feito esse intercâmbio?


Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o município e a Secretaria de Turismo do Distrito Federal. A partir da celebração do ACT, desenvolvemos uma série de ações que culminam com a realização do projeto. Recentemente, trouxemos 20 professores de Pirenópolis para qualificá-los no programa. Eles fizeram o mesmo percurso em que levarão os estudantes, acompanhados dos nossos técnicos.