Governo do Distrito Federal
21/03/22 às 18h33 - Atualizado em 31/03/22 às 18h36

No dia do Artesão, emoção toma conta da Feira da Torre

No dia do Artesão, emoção toma conta da Feira da Torre

 

Celebração com estrutura montada pela Setur/DF homenageou todos os segmentos permissionários do local. Governador Ibaneis Rocha e secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, entregaram 500 Carteiras Nacionais a artesãos e manualistas e abriram uma programação, que abrangeu desde o artesanato indígena, desfile de moda (com participação da CUFA/DF), show da cantora Dhi Ribeiro, Grupo Obará de percussão e da quadrilha junina Si Bobiá a Gente Pimba

 

 

Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

O evento Viva o Artesão, estruturado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal na Feira da Torre, para celebrar o Dia Mundial do Artesão, neste final de semana, transbordou em emoção. Desde às 9h da manhã de sábado, até às 14h de domingo, quem passou pela Feira desfrutou da extensa programação cultural e turística preparada pela Secretaria de Turismo do DF. A festa começou com a Banda do Corpo de Bombeiros interpretando clássicos da música brasileira, e encerrou com uma vibrante coreografia da tribo Bororó, liderada pelo cacique Gilberto, também artesão. O artesanato de Brasília viveu o dia mais festivo de sua história. Os artesãos que chegavam eram recebidos ao som do coro “ô, o artesão chegou… o artesão chegou, ô”. “Essa casa é de vocês, a Secretaria é de vocês” declarou a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

 

A gestora da Setur/DF comandou a festa sem parar um segundo sequer. Depois da entrega das 500 carteiras nacionais, que dão direito ao artesão e ao manualista de participarem de eventos no Brasil e no Exterior, ela atendeu a imprensa com entrevistas para emissoras de rádio e TV, jornais e sites nacionais e locais.

 

Bastante emocionada com a festa, pensada desde 2019 e realizada somente agora em função da pandemia, Vanessa Mendonça disse que “tudo o que foi construído ao longo desses três anos fez a diferença na vida, na casa de cada um de vocês”. Estabelecendo um paralelo com o Mês da Mulher, a secretária informou ao governador que, hoje, já são 12.689 artesãos cadastrados no DF, sendo 85% mulheres ou 10.785 artesãs. “São pelo menos cinco pessoas em cada família e elas muitas vezes sustentam a casa”. Esse reconhecimento veio com a Lei do Artesanato e com o Decreto do Manualista, sancionados pelo governador Ibaneis Rocha e que reconheceu essas atividades como profissionais. “Brasília é pioneira nesse sentido, em nenhuma outra cidade do Brasil existe a Carteira do Manualista. Isso é geração de emprego e renda”, declarou Vanessa Mendonça.

 

 

Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

NOVOS CADASTROS

 

Durante o evento foram efetivados 70 novos cadastros, 38 de manualistas e 32 de artesãos. Simone Alencar, presidente da Federação Nacional dos Manualistas (Fentram), que também estava muito emocionada, afirmou que “a luta tem sido grande, mas satisfatória”, disse ela. “Nós estamos aqui hoje por causa da persistência da secretária Vanessa. Ela não trabalha para mostrar o que está fazendo, ela trabalha com resultados”, declarou Simone. “E o resultado está aqui, estamos recebendo a carteira de trabalhador manual”, complementou.

 

HOMENAGEM

 

Ao chegar no evento, o governador Ibaneis Rocha foi surpreendido com uma homenagem.  Greuzete Galvão, permissionária de boxe na Feira da Torre, presenteou o governo com uma peça exclusiva, uma mandala do Flamengo, time de coração de Ibaneis Rocha. A artesã conta que fez a mandala,  porque sabe da paixão do governador  pelo time e quis demonstrar sua alegria e gratidão pelo apoio ao trabalho da secretária Vanessa Mendonça para o artesanato. “Esse apoio da secretária e do governador ao trabalho do artesão é uma conquista, um divisor de águas para todos nós. Eu estou muito feliz com a minha carteira e por todas as oportunidades que ela vai me proporcionar”, agradeceu a artesã.

 

“Que alegria, gente! Não tem nada melhor que depois de uma semana de muito trabalho encontrar tanta gente feliz!”, disse o governador Ibaneis Rocha na abertura do evento. Ibaneis elogiou a atuação de Vanessa Mendonça à frente da Setur e ressaltou que ela vem cumprindo à risca um pedido seu: “valorizar as pessoas que mais precisam, que trabalham e ajudam suas famílias, complementam sua renda por meio da arte que suas mãos criam. A resposta é essa, todo mundo feliz.” A secretária agradeceu a confiança e complementou: “E eu fui atrás do governador e de cada uma das associações que estão aqui. E olhei para cada um deles”, declarou Vanessa Mendonça.

 

Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

 

RECONHECIMENTO

 

O governador destacou a importância da data afirmando, “hoje é o dia do reconhecimento do trabalho de vocês”. Ele ressaltou que os produtos comercializados nas lojas do artesanato, são obras de carinho. “Vocês não fazem só arte, vocês transmitem carinho com suas mãos”, reforçou Ibaneis.

 

O presidente da Câmara Legislativa do DF, Rafael Prudente, disse que ao longo de muitos anos a Secretaria de Turismo nunca tinha feito tantas entregas para a população e que desde janeiro de 2019 a secretária Vanessa Mendonça está fazendo de tudo para melhorar a vida das pessoas e o turismo de Brasília. “Fizemos recentemente a aprovação de dois importantes projetos para os feirantes aqui da Torre, encaminhados pelo governador; a isenção da taxa de rateio das feiras e a isenção da taxa de preço público, que resultou em economia para os negócios de vocês”, disse Prudente. Ele também pediu que o GDF determine aos administradores regionais que abram espaços públicos para os artesãos possam expor seus trabalhos.

 

Para o vice-governador Paco Brito, o artesão é a mola que move a sociedade de Brasília desde os primórdios do Distrito Federal. “A entrega dessas carteiras é um reconhecimento ao trabalho, à cidadania e ao respeito da sociedade e do Estado a esses artistas e trabalhadores”.

 

MENÇÃO HONROSA

 

Os permissionários da Feira da Torre de TV de Brasília foram homenageados com um diploma pelo reconhecimento dos trabalhos prestados, contribuindo para o desenvolvimento, valorização e geração de emprego e renda. O diploma foi entregue pela secretária Vanessa Mendonça, durante a programação da tarde, na Casa Viva Artesão.

 

Vilma Santos Lima é permissionária na feira há 30 anos e destacou que esta foi a primeira vez que seu trabalho foi reconhecido. “Eu estou muito feliz com a realização deste evento, é a primeira vez que me sinto representada, esse evento é muito importante para cada um de nós”, disse ela.

 

 

Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

ANJO DA GUARDA

 

A Mestre-Artesã Terezinha de Jesus, de 80 anos, estava sensibilizada com as homenagens. Ela lembrou do início de seu trabalho em Brasília, há 25 anos, quando nem havia espaço sequer para dar aulas e ensinar o ofício. “Vanessa Mendonça é nosso anjo da guarda. A conheci por acaso, na Feira do Morango. Bati o olho e vi que ela faria alguma coisa por nós. Hoje, estamos aqui, nesta festa bonita, celebrando todas as conquistas que ela nos deu”, afirmou a mestre.

 

Herbert Amorim, presidente da Feira de Artesanato da Torre de TV e Federação das Associações dos Artesãos do DF e Entorno, estava ainda mais feliz. Ele nasceu em 19 de março, mas nunca tinha conseguido comemorar o aniversário ao lado dos artesãos. “Graças à secretária Vanessa, hoje estou realizando este sonho com todos vocês aqui”, emocionou-se o líder artesão.

 

Reforçando o que havia dito à secretária de Turismo, Amorim destacou que “a Feira da Torre de TV não é só artesanato. A Feira traduz exatamente o que a nossa cidade representa; o Brasil e o mundo todo em um mesmo lugar. Nós temos aqui gastronomia de quase todo o país. Essa é a nossa casa e é a casa de vocês também”, conclui Herbert Amorim. Neste sentido, foram entregues Diplomas de Menção Honrosa, pela atuação no turismo de Brasília, a 400 expositores da Feira da Torre, homenageando todos os segmentos atuantes no local.

 

REFORMA

 

“O governo do Distrito Federal não vai abandonar o artesanato em momento algum. Vamos abrir novos espaços”, declarou o governador Ibaneis Rocha. Ele anunciou, em primeira mão, que a reforma da Feira da Torre está garantida e deve ficar pronta até o final do ano. “Pedi ao presidente do BRB que cuidasse de mais essa grande obra. O projeto está pronto e, com fé em Deus, vamos entregar a reforma da Feira de TV ainda este ano”, afirmou o governador do DF, sob muitos aplausos. 

 

Cálculos obtidos no Sistema de Informação do Artesanato Brasileiro (Sicab), do Ministério da Economia e que, em Brasília, é gerido pela Secretaria de Turismo do DF, tomando por base o faturamento médio de um salário mínimo por artesão, nos permitem concluir que o segmento injeta, anualmente na economia criativa do Distrito Federal, em torno de R$ 184 milhões.

 

DESFILE

 

Um dos pontos altos da festa foi o desfile handmade com roupas e acessórios produzidos por artesãs da Feira da Torre de TV, na programação da tarde. Este foi o primeiro desfile desta modalidade organizado em Brasília e foi emocionante. Modelos Top Cufa e indígenas desfilaram figurinos idealizados e confeccionados por artesãs que atuam na Feira da Torre.

 

Bruno Kesseler, coordenador da Central Única das Favelas (CUFA) no Distrito Federal, era outro visivelmente emocionado. “Antes de qualquer coisa, gostaria de parabenizar a Secretaria de Turismo do Distrito Federal e, especialmente, a Vanessa Mendonça por nossa parceria e pelo trabalho que tem feito conosco e, principalmente, por acreditar na nossa missão”, afirmou Bruno.

 

Para ele, fazer parte deste importante evento, com os nossos modelos é uma grande honra, porque trabalhamos juntos há muito tempo. Também preciso dizer que a Setur sempre poderá contar conosco, porque nós sabemos que podemos contar com vocês, pois é unindo forças que vamos conseguir ajudar cada vez mais pessoas”, declarou o dirigente da CUFA/DF.

 

Vestida de cocar e pulseiras, a secretária Vanessa Mendonça sentou-se ao centro da plateia, na primeira fila, para acompanhar todo o desfile de perto e vibrou ao ver as quatro crianças abrirem o desfile, com modelos de cacique e pajé. “Temos que preparar os jovens, criar um pensamento conciliador, cooperativo. Que lindo ver essas crianças desfilando, emocionou-se Vanessa Mendonça.

 

Em seguida vieram os modelos, trajando figurinos desenvolvidos pela artesã e manualista Helen Garcia. Os vestidos têm as cores e simbolizam a fauna e a flora do Cerrado, as jaquetas customizadas e desenhos dos monumentos de Brasília estampavam as camisetas. “Pra mim foi uma honra participar deste importante desfile”, disse a permissionária do boxe 268 do bloco H da feira.   

 

Cristiane Bororó, da etnia Bororo, destacou a visibilidade dada ao povo indígena pela secretária Vanessa. “Não é só esse desfile, ela tirou o nosso artesanato do ostracismo em Brasília e nos levou para o shoppings. Deu visibilidade para nós”, disse a modelo. “que nós possamos levar daqui a consciência da simplicidade. Às vezes a gente gasta dinheiro comprando roupas de grife e esquecemos que podemos ter qualidade com a costura feita com arte, simplicidade e boa intenção. Precisamos sempre ajudar”, afirmou a top CUFA Aline Mendes.

 

 

Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

OCA

 

Pela primeira vez participando de um evento deste porte no Distrito Federal, as nações indígenas que expõem na Feira da Torre ganharam uma Oca especialmente montada para o evento. Lá estavam expostos os trabalhos feitos por eles, que também podem ser encontrados nas três lojas que a Setur/DF mantém em shoppings da cidade, como o Pátio Brasil, na Asa Sul; no Boulevard, na Asa Norte; e no Alameda, em Taguatinga.

 

Os indígenas dominam técnicas ancestrais de tecelagem e trançados com as quais produzem cestos, bolsas, tapetes, esteiras, pulseiras, colares, gargantilhas, brincos, instrumentos musicais e ornamentos ritualísticos.

 

O material usado no DF inclui produtos de nossa flora característica do Cerrado, mas o artesanato indígena também utiliza os recursos do buriti, do tucum, da cabaça, da casca do cajá, do pau-brasil, das sementes de urucum.

 

DOMINGO

 

No domingo a festa começou cedo, às 10h, com o grupo de percussão Obará, que aborda arte, cultura e religiões de matrizes africanas, e é patrocinado por fomento da Setur/DF, no projeto Zumbi não Morreu.  A apresentação do grupo animou o público no centro da Feira da Torre, entoando clássicos do Olodum. “Eu sou extremamente grato pela atenção da secretária Vanessa e pela oportunidade que a Setur nos deu de apresentar o nosso trabalho e todas as obras que fazemos paralelamente. É um grande prazer estar aqui hoje nesta festa linda!”, disse o líder do Obará,  George Ângelo.

 

Mas o público não se encantou somente com o Obará. Na sequência, o grupo junino mais premiado do Brasil e com turnê pela Europa e Estados Unidos nos seus 30 anos de carreira, colocou os visitantes da feira para dançar aquele forró “arretado”. O “Se Bobiá a Gente Pimba” não deixou ninguém ficar parado na manhã deste domingo. Valdecir Martins, coordenador do grupo, que é natural de Samambaia, disse que a cultura é integrada e deixa todo mundo junto. “É a valorização de todos. A gente interage. O trabalho da secretária Vanessa é nesse sentido”, elogiou o artista.

Agradeço o apoio da secretária Vanessa e do governador Ibaneis, destaca o cacique Gilberto, da Tribo Bororó. “Hoje nós mostramos a nossa tradição e cultura, sobretudo o artesanato indígena. Estamos muito felizes com esse evento que comemora o Dia Mundial do Artesanato, com a construção dessa oca muito bem feita e por tudo”, finaliza.

“O artesão está feliz, nosso governo, também, está feliz! Como é bom ver a realização e a satisfação de todos, porque somos servidores públicos e nossa função é servir. E no que depender de mim, todo artesão e manualista sempre terá voz e oportunidade para comercializar seus produtos”, disse a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, ao encerrar o evento. 

Emocionada, a secretária Vanessa Mendonça fez questão de lembrar que o dia 20 de março, é a data definida pela Organização das Nações Unidas – ONU como o Dia Mundial da Felicidade e, afirmou que o encerramento das comemorações pelo Dia Mundial do Artesanato não poderia ter acontecido em outra data, porque é exatamente o resumo daquele momento: “Feliz Cidade!”