Governo do Distrito Federal
12/02/22 às 15h26 - Atualizado em 1/06/22 às 11h24

Brasília está preparada para receber visitantes



Os Centros de Atendimento ao Turista (CAT) estão em 17 pontos do DF e também fornecem informações nas administrações regionais. Equipamentos públicos e pontos turísticos foram revitalizados. Na atual gestão da Setur/DF, as orientações ao viajante representam 41% de toda a história da capital, desde 2015

 


“Os CATs são pontos de apoio onde os visitantes de fora e a população do Distrito Federal podem se informar sobre o turismo do DF”

OLHO


“Com o estímulo que demos ao turismo em Brasília nos últimos três anos, conseguimos alcançar a meta de elevar o número de trabalhadores no segmento, com a divulgação da  cidade no Brasil e no mundo”

 

 
Brasília está muito bem preparada para receber turistas. Os números da cidade são surpreendentes. Por ano, na média histórica, chegam aqui um milhão de pessoas. A secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, celebra os números e o crescimento do mercado brasiliense no segmento: “Estamos revitalizando espaços públicos do turismo e da cultura, deixando a cidade mais próxima da população e do visitante.” A gestora da Setur/DF informa que as orientações prestadas pelos Centros de Atendimento ao Turista (CAT) são de fundamental importância para fazer o visitante retornar e, 92% deles respondem positivamente às pesquisas. Espalhados por todo o DF, em 17 diferentes endereços, os CATs atuam também como captadores das impressões dos visitantes. Revitalizados e com novas unidades instaladas, esses centros atenderam, nos últimos três anos, 41% de toda a estatística histórica da cidade, desde 2015. No tocante às renovações, revitalizações de atrativos e aberturas de novos pontos turísticos, a cidade vai muito bem. Desde janeiro de 2019 até dezembro de 2021, mais de dez atrativos foram reformados e seis ganharam acessibilidade. Brasília se prepara para ser a capital do turismo da América Latina.

Brasília está passando por uma renovação turística?

Sim. Estamos revitalizando espaços públicos do turismo e da cultura, deixando a cidade mais próxima da população e do visitante. Quando assumi a Secretaria de Turismo, em 2019, os equipamentos públicos de turismo estavam abandonados, esquecidos e até fechados. Hoje, já temos de volta a Torre de TV, o Clube do Choro, o Centro de Convenções, A Praça dos Pioneiros, o Espaço Lúcio Costa, o Museu Histórico, a Casa de Chá da Praça dos Três Poderes, a 507 Sul, o Projeto Orla, os passeios de barcos no Lago Paranoá e vem aí a Marina Pública e a Rampa Náutica, dois projetos que vão ampliar a acessibilidade no Lago e que vão atender pescadores, desportistas, pequeno navegadores que utilizam as águas do Paranoá para lazer, treinamento ou negócios, barateando custos estruturais para todos. Isso revigora o turismo, aproxima a cidade de sua população e, se é bom para a população, é bom para o turista.

E os Centros de Atendimento ao Turista?


Os Centros de Atendimento ao Turista, que chamamos de CAT, estão espalhados por várias regiões administrativas do Distrito Federal. Além da Casa de Chá, Aeroporto e Rodoviária Interestadual. Ao todo, são 17. Estamos no Gama, Riacho Fundo II, Ceilândia, Brazlândia, Guará, Paranoá, Fercal, Sobradinho, Planaltina, Jardim Botânico e Lago Sul. Agora entregamos o CAT da Quadra Modelo, a 308 Sul, um endereço nobre de Brasília, criado como exemplo para as demais superquadras do Plano Piloto. Temos ainda a 507 Sul, todo um complexo feito em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL), e estamos terminando o Corredor Cultural que leva do prédio da W3 até ao CAT da 308, passando pelo Teatro da Escola Parque e a Igrejinha de Fátima.

Como esses serviços contribuem para o turista e a população?


Os CATs são pontos de apoio onde os visitantes de fora e a população do Distrito Federal podem se informar sobre o turismo do DF. Lá, você recebe um mapa de Brasília e mini guias com as rotas da Coleção Rotas Brasília (https://www.turismo.df.gov.br/rotasbrasilia/) e de algumas cidades específicas, como Planaltina e Brazlândia, cujo potencial do artesanato, da produção de uva, morango e goiaba são acentuadas, além de belezas naturais como rios e cachoeiras e hotéis fazenda. Quando alguém segue uma dessas rotas ou mini guias, descobre uma cidade diferente, imersa em novas experiências. Quando assumimos a Secretaria, em janeiro de 2019, recebemos uma missão do governador Ibaneis Rocha: colocar Brasília no seu devido lugar de destaque. Isso foi o que fizemos até aqui, ressignificamos a nossa capital, que é de todos os brasileiros, com um novo olhar do turismo.

Estamos seguros para os visitantes?


Brasília é um destino seguro. E está preparada para receber visitantes de todas as partes do mundo e do Brasil. Além dos nossos equipamentos de receptivo e atendimento estarem à disposição de todos, também são utilizados para outros serviços, como é o caso do CAT do Aeroporto Internacional de Brasília JK, que dentro do desembarque está oferecendo testagem gratuita de Covid-19. Temos pontos turísticos a céu aberto e muito ventilados. Controlamos a pandemia. Mais de 81% da nossa população está imunizada com duas doses, e 40% com a terceira dose. Contamos com um excelente circuito de hospedagem rural, com circuito seguro de hotéis fazenda crescendo 79%, mesmo durante a pandemia. Tudo isso se deve ao fato de as pessoas buscarem segurança na viagem. Atualmente, Brasília é a segunda cidade sem praia mais procurada pelas famílias brasileiras para viajar, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto britânico Opinion Box, para o portal de vendas de pacotes turísticos Max Milhas. Isso é reflexo da segurança sanitária que nós oferecemos. A tendência do turismo pós-pandemia é exatamente a segurança sanitária. E Brasília se destaca nisso e na quantidade de belezas naturais da nossa região, que os novos turistas estão buscando. Todo este tipo de informação está disponível no Centro de Atendimento ao Turista.

Qual é a média de atendimentos de turistas?


Nós temos um serviço que é o Observatório do Turismo. Ele está disponível no site (http://www.observatorioturismo.df.gov.br/) e que faz parte do programa de transparência do Governo do Distrito Federal. É uma amostragem do perfil dos nossos visitantes, já que um percentual muito baixo de turistas busca informação mais detalhada. Mesmo assim, por estatística, é possível calcular o número de turistas no DF e quais são suas dúvidas. Nos últimos três anos, atendemos 41% de todas as demandas de turistas no DF desde 2015. De 2019 até 2021 foram 55.490 atendimentos, contra 139.411 de toda a série histórica. Lembrando que o porcentual de busca por informação é bem pequeno e que, geralmente, varia entre 0 e 1% do total da demanda, no nosso caso, turistas.

Com base na pesquisa dos CATs, quais são os países que mais enviam turistas a Brasília?


Quase 10% dos nossos visitantes vêm do exterior. Aproximadamente 50% ficam de 3 a 5 dias na cidade. Isso gera uma movimentação financeira em torno de R$ 256 milhões ao ano. Minha primeira preocupação como gestora pública é a geração de emprego e renda. Com o estímulo que demos ao turismo em Brasília nos últimos três anos, conseguimos alcançar nossa meta de elevar o número de trabalhadores no segmento, por meio da divulgação da nossa capital no Brasil e no mundo. A França, Portugal, Argentina, Colômbia e Estados Unidos são os países que mais enviam turistas a Brasília. De acordo com o Observatório do Turismo, esses turistas somam mais de cem mil visitantes por ano. Agora, com novos voos entrando no Aeroporto JK, vindos da Argentina, a tendência é de que esse número cresça, pelo menos, 20% ao ano. Nós estamos trabalhando diuturnamente para transformar Brasília em referência turística na América Latina.