Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
20/01/21 às 19h20 - Atualizado em 20/01/21 às 19h23

Um novo olhar sobre a capital federal pela fotografia

COMPARTILHAR

Em cliques inéditos, estudante faz releitura de cartões-postais de Brasília

 

Com apenas 23 anos, Bruno Castro vem chamando atenção com o seu olhar diferente sobre a capital federal. Estudante de Arquitetura na Universidade de Brasília (UnB), ele revela na fotografia sua paixão pela cidade de uma maneira inédita e singular. “Eu fotografo desde os 10 anos de idade. Mas foi quando eu entrei na UnB e conheci o Pé na Estrada, um programa de extensão da universidade no qual, nós, alunos, somos convidados a fazer um passeio pela cidade com uma máquina fotográfica ou celular, que minha paixão por essa arte ficou ainda mais forte. O projeto ainda me influenciou a descobrir uma Brasília que eu ainda não conhecia”, revelou o artista. E a coleção é extensa. São mais de 20 mil fotos, com uma beleza única, muitas registrando os traços de Oscar Niemeyer e Lucio Costa, dois dos principais ícones da capital Patrimônio Mundial da Humanidade. “As que eu mais gosto eu posto no meu Instagram @bruno.b.castro”, disse.

 

 

O talento do estudante chamou atenção da secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça. “Temos pelo turismo uma responsabilidade muito grande e o patrimônio histórico da nossa capital tem um valor inestimável. A arte do Bruno é um exemplo do quanto Brasília ainda possibilita novas leituras e olhares. E precisamos, cada vez mais, valorizar talentos que têm essa lente do ressignificado sobre a cidade”, elogiou Vanessa. Bruno esteve na Setur-DF, contou um pouco sobre a sua trajetória e entregou dicas valiosas. Veja o bate-papo:

Todas as suas fotos incluem a rota arquitetônica?

A maioria, mas busco diversificar. Hoje, minhas imagens estão divididas em quatro eixos: Escala Monumental, com fotografias dos monumentos mais importantes; a Escala Gregária, sobre os setores de autarquias, bancários, comerciais e demais serviços; a Escala Residencial; e a Bucólica, que inclui as fotos dos parques e demais áreas verdes.

Tem algum lugar preferido?

A torre de TV. É um monumento muito marcante na paisagem da cidade. Depois que foi reaberto [em setembro de 2020] eu ainda não visitei.

Falando nisso, assim como a Torre de TV, muitos pontos turísticos de Brasília estavam esquecidos nos governos anteriores e vêm sendo ressignificados nesta gestão, liderada pelo governador Ibaneis Rocha. Você consegue perceber essa evolução em suas fotografias?

Sim. Os pontos turísticos realmente mudaram para melhor. Eu percebo que eles estavam bem abandonados mesmo. A visitação era praticamente inexistente, era mais externa, e a parte arquitetônica de muitos prédios estava bem deteriorada.

 

 

 

Quais as dicas para quem pretende fotografar Brasília de um jeito diferente?

Ter em mente que a fotografia é uma experiência. Sair da rotina, expandir o olhar e incluir o lazer no dia a dia. Ter muita disposição e fugir do passeio rápido. Quando estou fotografando a parte turística de Brasília, por exemplo, eu percebo que muitos turistas fazem fotos rápidas. Ficam segundos, no máximo minutos, e o resultado são aquelas imagens do tipo clichê, estereotipadas. Clicam e seguem o passeio. No entanto, o melhor é aproveitar o momento. Explorar o local, escolher um espaço confortável para ficar e, só depois, fotografar. Eu, por exemplo, levo no mínimo para uma hora para fazer a foto perfeita.

Vale foto de celular?

Claro. Muitas das minhas fotos são feitas pelo celular. Inclusive as que eu fiz em preto e branco, durante a quarentena. Eu sempre falo que não precisa ter a melhor máquina, a mais cara ou a mais moderna. O melhor equipamento fotográfico é o que está na sua mão.

 

 

 

Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, e o estudante Bruno Castro