Governo do Distrito Federal
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20/05/13 às 19h17 - Atualizado em 11/10/17 às 16h44

Mané Garrincha também brilha na inauguração do Estádio Nacional

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Jogador que dá nome à arena recebeu homenagem com a presença da viúva Elza Soares

O anjo de pernas tortas voltou a brilhar, pelo menos na memória dos brasileiros durante a inauguração do Estádio Nacional de Brasília que leva o seu nome, Mané Garrincha. Homenageado na década de 80, quando escolhido para batizar o espaço, o jogador foi relembrado na abertura do jogo entre Brasiliense e Brasília no último sábado (18).

A importância do atleta foi pensada desde a escolha da artista que abriu a partida, Elza Soares, com quem o jogador foi casado por 15 anos. A Secretaria de Turismo do Distrito Federal convidou a viúva de Mané Garrincha para cantar o Hino Nacional.

“Não tenho palavras para descrever a emoção que senti naquele momento. São muitas histórias, muitas lembranças passaram pela cabeça. Ele estava ali, eu o vi na minha frente naquele momento”, emocionou-se a cantora ao deixar o gramado. “Tenho certeza de que ele está muito orgulhoso desse Estádio que tem o seu nome.”

Para deixar ainda mais marcada a contribuição do jogador ao futebol brasileiro, o Governo do Distrito federal pretende criar no local o Museu Mané Garrincha, onde terão peças importantes das conquistas e história do esporte no país. O projeto deverá ser iniciado em 2014.

Manuel Francisco dos Santos – De origem humilde, o jogador Mané Garrincha foi um dos craques do futebol na década de 50. Famoso pelas pernas tortas, que lhe renderam o apelido, o atleta era conhecido pelos dribles inesperados que desconcertavam o adversário e levavam a torcida ao delírio. Pelo Brasil, atuou em 70 partidas, entre 1955 e 1966. A maior parte de sua carreira foi construída no time carioca Botafogo.

Garrincha foi casado quatro vezes e teve doze filhos. Em 1983, aos 49 anos, faleceu vítima de vítima de cirrose hepática. A morte foi registrada por Carlos Drummond de Andrade: “Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.

Arena Multiuso – O Estádio de Brasília foi inaugurado em 1974 com o nome de Governador Hélio Prates da Silveira. A primeira partida disputada no local foi entre Corinthians e CEUB, quando a capacidade era para 51 mil espectadores. Na década de 80, o espaço foi renomeado para Estádio Mané Garrincha, em homenagem ao jogador que brilhava no futebol brasileiro. Com a escolha de Brasília como sede da Copa do Mundo, em 2010, o projeto do local foi refeito e ampliado para 71.400 pessoas, se tornando uma grande arena multiuso, que deverá ser palco também de shows e eventos de grande porte na cidade, contribuindo para o desenvolvimento da cultura e turismo da região.