Governo do Distrito Federal
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8/05/14 às 19h23 - Atualizado em 20/05/14 às 20h25

Fomento cultural para desenvolver o turismo

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A cidade de Cuenca no Equador resgata a história que contribuem para os roteiros oferecidos aos visitantes

(Cuenca- Equador) Assim como as boas práticas na conservação dos monumentos e casarões do Centro Histórico, a cidade de Cuenca, no Equador, tem servido como inspiração no fomento ao uso dos espaços públicos e privados para desenvolver atividades culturais que sirvam como atrativos complementares ao turismo de Brasília.

Caracterizada pela grande quantidade de museus e praças públicas, a terceira maior cidade do Equador mantêm a prática de resgatar a história regional por meio de objetos e lendas que são o ponto alto dos roteiros oferecidos aos visitantes.

O principal exemplo de da importância que se dá a arte e a história de Cuenca é o Museu de Pumapungo, criado pelo Banco Central e atualmente mantido pelo Ministério do Turismo do país. No local, há um setor destinado ao estudo das etnias que deram início à construção da cidade. Além de promover encontros com populações indígenas que fazem parte deste contexto com os estudantes, o espaço trabalha em pesquisas de medicina, artesanato e arquitetura ancestral.

“Nossa maior preocupação é não deixar a história se perder. Fazemos um trabalho segmentado para cada idade para que todos saibam a verdadeira história de Cuenca e saibam passar informações coerentes, assim como sintam cada vez mais orgulho de nossas raízes”, disse a curadoria e historiadora do Museu,Tamara Landívar.

No ramo da arquitetura, as intervenções urbanas realizadas ao longo dos últimos nove anos, após a criação da Fundação El Barranco, entidade responsável pelos projetos de melhoria dos espaços considerados Patrimônio da Humanidade, são todas pensadas na melhor forma de interagir a paisagem da cidade com a arte local.

“Fizemos, por exemplo, a recuperação de uma das maiores pontes de Cuenca e deixamos a parte de baixo livre para manifestações culturais, como teatro, dança, exposições e outros”, explicou o arquiteto Santiago Vanegas. “Em outro ponto, instalamos um muro de vidro com desenhos de várias passagens importantes da nossa história e, no fim, está escrita. Lenda do local.”

Segundo o coordenador de. Desenvolvimento Organizacional da Fundação Municipal de Turismo para Cuenca, Gustavo Saquisilí, soluções como estas tornaram a cidade conhecida e aumentou o fluxo turístico local.

“A instituição de turismo foi criada em 2006, antes não havia nenhum ente que fomentasse essa atividade aqui. Desta época para cá, nossos postos de trabalho no setor passaram de três mil para oito mil empregos gerados. Hoje, recebemos cerca de 900 mil pessoas ao ano”, disse.

De acordo com o coordenador, o fato de ser um centro histórico e cultural é o principal mote da promoção da cidade dentro e fora do país. “Temos aqui uma quantidade grande turistas que vem para Cuenca exclusivamente pela caraterística de patrimônio. São, principalmente, pessoas de terceira idade, com alto poder aquisitivo, vindas dos. Estados Unidos, Canadá e parte da Europa. Entretanto, com essas ações de resgate á história e com as atividades culturais que desenvolvemos, nosso principal público é o interno. Os equatorianos estão cada dia mais interessados no acervo que possuímos”, concluiu.

A cidade de Cuenca foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1999 pelo Centro Histórico. Os projetos de conservação da área venceram dez prêmios, dos quais cinco são do ramo de arquitetura. A região também foi reconhecida pelo melhor Mercado de Flores do Mundo e por ser o destino de melhor custo benéfico para os turistas.