Governo do Distrito Federal
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9/11/20 às 19h55 - Atualizado em 12/11/20 às 15h24

Dia do hoteleiro: setor com papel fundamental para a retomada do turismo já registra aquecimento gradual

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Comemorado nesta segunda-feira (9/11), o Dia do Hoteleiro celebra os profissionais responsáveis por atender e cuidar dos turistas. Gerentes, administradores, proprietários, camareiras e recepcionistas fazem parte da equipe dos mais diversos estabelecimentos, como hotéis e pousadas, que se preocupam em fazer da estada dos visitantes uma experiência única e memorável.

 

Em 2020, a data tem um simbolismo ainda maior. Ela celebra a retomada de um setor fortemente atingido pela pandemia do novo coronavírus, mas que luta para manter-se na posição de um dos mais sólidos segmentos do turismo brasileiro. Só para ter uma ideia da importância de seu impacto, normalmente, são mais de 1,3 milhão de empregos diretos e 675 mil indiretos, gerando cerca R$ 31,8 bilhões para a economia, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional). “Se a pandemia foi brutal para a economia, para o setor hoteleiro foi devastador. A ABIH Nacional completa 84 anos nesta segunda-feira, 9/11, e nunca enfrentamos uma crise como essa. Isso porque, quando um hotel não vende uma noite, ele amarga um prejuízo imediato. Normalmente, essa perda pode ser suportada até 20%, mas esse ano foi de 95%”, explica o presidente da entidade, Manoel Linhares. Segundo ele, a recuperação lenta e gradual do turismo no país será regional, mas Brasília saiu na frente, inclusive, por conta de rápidas ações adotadas pelo Governo do Distrito Federal, em parceria com as demais empresas e órgãos, como a Fecomércio, a CVC e a ABIH.

 

Entre as iniciativas imediatas no início da pandemia, a Secretaria de Turismo, em parceria com a Secretaria de Saúde, lançou o “Programa Acolher”, o qual ofereceu hospedagens em hotéis aos servidores que trabalharam nas unidades de saúde públicas do DF e atuaram na linha de frente do combate à Covid-19. Já o programa “Hotelaria Solidária”, lançado pelo GDF com a coordenação da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), permitiu que idosos que vivem em condições inadequadas tivessem acesso à moradia provisória em hotéis do DF. “Neste ano de desafios inéditos, nós do setor hoteleiro nos reinventamos de forma célere, sempre buscando formas de conter o momento trágico. Em um dos hotéis da rede, o Brasília Palace, pudemos receber pessoas do grupo de risco, colaborando para proteger idosos nessa luta contra a pandemia. Agora, estamos no momento de trabalhar ainda mais, mantendo todos os protocolos de segurança da OMS para garantir a tranquilidade dos nossos hóspedes e nossa equipe de colaboradores”, afirma André Octávio Kubitschek Pereira, executivo da Rede Plaza Brasília de Hotéis.

 

A retomada do setor já é uma realidade concreta na capital federal. O Índice de Atividades Turísticas do IBGE apontou forte aquecimento do setor de 25,6% no DF em agosto. Número acima da média nacional, que registou 19.3%. Além disso, segundo dados da Inframerica, o Aeroporto de Brasília fechou agosto com 401.316 passageiros, um crescimento de 54,1% a mais do que em julho. Foi o quarto mês consecutivo em que o terminal da capital federal, única cidade brasileira ligada a todas as capitais por avião, registrou aumento na movimentação desde o início da pandemia. “A retomada do setor hoteleiro no DF já está acontecendo de forma gradual. Com os protocolos de segurança adotados pelo nosso Governo e o Manual de Boas Práticas no Combate à Covid-19, elaborado pela ABIH-DF, oferecemos aos visitantes toda a confiança necessária a esse momento, firmando Brasília como um destino seguro”, afirma a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça.

 

Também foi no DF, o primeiro hotel do Brasil a obter o selo do Turismo Responsável. Lançado pelo Ministério do Turismo, o programa é um incentivo para que os consumidores se sintam seguros ao viajar e frequentar locais que cumpram protocolos específicos para a prevenção da Covid-19. “O selo posiciona o empreendimento como um local seguro e preparado para atender o novo perfil de turista”, explica Otto Sarkis, sócio-fundador e diretor da rede de hotelaria Hplus, representante de 10% de toda a disponibilidade hoteleira do DF, mais 23% no segmento de Flats.

 

Outro fenômeno que vem sendo observado pelo empresário nos últimos meses é a utilização do serviço hoteleiro pelo próprio brasiliense e morador do entorno, que, atraídos pelos protocolos, voltaram a frequentar os hotéis. Esses clientes são desde pessoas que fazem reformas em casa e buscam um espaço para o descanso até aqueles que só querem mesmo é estar em um local diferente do lar, mas seguro. “As pessoas estão se sentindo seguras dentro dos hotéis do DF, que se tornaram mais uma opção de descanso e lazer para o longo isolamento social o qual estamos vivendo. Não chega a ser uma volta à normalidade anterior, mas é uma saída para o setor, que abraçou esse movimento”, ressalta Sarkis.

 

Outro mercado que está impulsionando o setor hoteleiro no DF são os hotéis fazendas e atividades ecoturísticas. “O isolamento social imposto pela pandemia mudou o perfil do turista, que passou a procurar mais refúgios perto da natureza e evitar aglomerações. Já percebemos um aumento de 50% em nosso estabelecimento e a expectativa é de um crescimento ainda maior nos próximos meses”, disse Geraldo Veloso Gonçalves Filho, proprietário de uma pousada na região do Lago Oeste, uma das mais belas áreas ecológicas da capital e a 22 Km do centro de Brasília. Para atrair o público e alavancar o setor, o empreendimento investe em experiências ligadas à sustentabilidade, turismo pedagógico e rural, integrando ainda o roteiro Viva Lago Oeste. A rota, que nasceu da união entre a Setur-DF, o Sebrae-DF e empreendedores da região, conta com hospedagens, trilhas, ciclovias, restaurantes, comércio, cachoeiras, ateliês e empórios com produtos criados pelos moradores locais.

 

O roteiro Viva Lago Oeste faz parte da Rota do Cerrado, um dos sete guias da Coleção Rotas Brasília, lançado durante a pandemia pela Setur-DF, como umas das metas estratégicas para consolidar a capital como destino turístico e promover seus diversos segmentos. Além da Rota Cerrado, faz parte da coleção: a Rota Fora dos Eixos, da Paz, Cultural, Náutica, Cívica e Arquitetônica, um tour pelas obras e monumentos que fazem de Brasília um marco da arquitetura mundial. “Neste momento de retomada da economia estamos trabalhando muito mais e de maneira coletiva pela divulgação da nossa cidade. Nosso objetivo é apresentar ao turista nacional e internacional um novo olhar para Brasília. Mostrar a todos novas formas de viver a aproveitar a cidade, por meio de diferentes tipos de turismo. E nesse momento o qual estamos atravessando, ações criativas e empreendedoras são ainda mais necessárias para potencializar o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade. Brasília está mais do que preparada para receber novamente os turistas de braços abertos”, conclui a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.